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domingo, 1 de maio de 2011

O bullying


Já deu pra perceber que o nosso blog é do tipo “light”, ultimamente você abre uma página na net e lá vem uma enxurrada de lágrimas, não queria ser mais uma a escrever tragédias, sou uma adepta da tragicomédia, prefiro a forma branda, leve, achar algo bonito dentro do sofrimento, ver o outro lado da moeda, porque as dores existem e fazem parte da vida, com elas geralmente aprendemos. Acontece que depois de tanto ler sobre o tal bullying (e ler tanta besteira!) me senti obrigada a expressar minha modesta opinião.
  
O Bullying

Concordo plenamente que "piadinhas, chacotas", nos tempos da escola podem até ser consideradas normais e típicas do comportamento infanto-juvenil e que existem desde que o mundo é mundo. O problema e o perigo são quando as vítimas, (SIM, as pessoas que sofrem esse tipo de preconceito são vítimas), não são apenas os esquisitões, gordos, que usam óculos, aparelho, feios, nerds, e sim quando as pessoas que sofrem bullying têm algum tipo de distúrbio psíquico, como no caso do cara de Realengo, e ninguém foi capaz de detectar o preconceito e a doença para talvez evitar a tragédia. Nem todos os esquizofrênicos cometem assassinato é verdade, mas um esquizofrênico violento que sofreu bullying é um potencial “serial-killer”, perguntem a qualquer psiquiatra.
Também temos que observar a coisa por outro perfil, daqueles que são tímidos, ou dos que tem alguma deficiência física, esses possuem plena capacidade mental, mas qual o efeito do bullying nessas pessoas? É muito fácil dizer sofri bully, mas tirei de letra, ok, parabéns você é uma pessoa de personalidade, e os que não são assim? Os que não enfrentam? Os que sofrem? Os que se deprimem? Os que têm barreiras? Esses são as verdadeiras vítimas, aqueles que os algozes procuram, esses não vão esquecer tão cedo.
Uma pessoa que conheço tem deficiência auditiva, é uma garota bonita, inteligentíssima, mas sofreu bullying, era chamada de esquisita, surda, e como era um poço de timidez, não tirava de letra, sofria, e demorou tempos pra se aceitar, e finalmente se ver como uma pessoa normal.
Li blogs que citaram o caso da Geyse Arruda, desculpe, mas na minha modesta opinião aquilo não foi um bullying, foi um episódio esporádico em que foi manipulada toda uma situação de forma polêmica (não disse aqui certa ou errada e sim polêmica) para levar vantagem, e a mídia adorou.
Gente, é preciso separar o joio do trigo, é preciso estar atento, é preciso se informar.
Porque a novidade que realmente importa aqui não é a denominação do problema, e adivinhem com uma palavra inglesa, não são os fatos, não é a sua exploração pela mídia. É imprescindível tornar oficial o preconceito e fazer um alerta: o bullying numa fase, geralmente, tão imatura e instável da vida PODE transformar personalidades, influenciar destinos e destruir seres humanos.      

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