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terça-feira, 26 de abril de 2011

Henfillllllll!!!

Esse texto é da Paula, mas confesso que sempre amei o que ela escreveu, concordo em gênero, número e grau, com tudinho! principalmente, a última parte, ai, ai. Então lá vai!

Olá! Hoje eu quero falar do Henfil. Bem, eu já o conhecia, não sei desde quando, mas conhecia tipo assim "de vista". Eu nem mesmo sabia como pronunciar o seu nome, não sei se eu dizia "Renfil" ou "Ênfil", como se fosse um nome inglês ou francês, sei lá. Nada disso! O Mineirinho juntou Hen de Henrique com fil de Filho, e pronto, Henfil! Lindo! Fui formalmente apresentada a essa pessoa brilhante quando estagiava na Biblioteca MM. Sempre gostei de ler, mas foi nesse 1 ano de contato quase que diário com os ratos que devorei centenas - isso mesmo, centenas - de livros.
Bom, vamos ao que interessa. Eu estava lá, no meio da poeira, da insuportável R., um dia normal enfim, e chegaram uns livros assim, bonitinhos, cheirosos (cheiro de livro novo é tudo de bom), capa colorida, cartuns em preto e branco, com um traço infantil, adulto, frágil, forte, inteligente, desconcertante. Ele não é artista, ele é jornalista! O maior jornalista de todos! Verdadeiro, sensível, solidário, humilde, um escrúpulo do cacete! Foi amor à primeira vista. Que humor, que alegria, que perspicácia,que audácia, que simplicidade, que originalidade! A Graúna, o Zeferino, o Fradim (ai, o top-top!), amo-os, são lindos, são fortes, expressivos, pulam pra lá e pra cá, são vivos!
Empolguei tanto que catei no computador lá da BMMM outros livros de henfil, eu tinha muita sede de Henfil! E desobri o "Diário de um Cucaracha", e ainda a versão especial para as mulheres hehehehe. (A versão normal tinha uma baratona na capa rsrs).
Orgasmos com esse livro viu. Altas risadas. São cartas que ele escreveu para os amigos, mãe (as melhores são as cartas pra mãe!), etc, quando ele estava nos states ralando e cuidando da hemofilia. Agora eu conto a parte que me dá um pouco de vergonha, mas ao mesmo tempo acho que mereço perdão. Surrupiei este livro da biblioteca.
Sim, sim, eu podia ter comprado um livro novinho, horrível roubar, ainda mais sendo pública a coisa, mas olha só que doido, eu queria aquele livro velho pra mim, amarelado, desgastado, sem capa (tinha 2 exemplares e eu peguei o mais surrado; além disso, em um ano trabalhando lá, não vi uma alma viva aparecer pra alugar esse livro. Agora, todo dia aparecia um querendo Aghata Christie, Sidney Sheldon, Paulo Coelho e livros de vestibular! Que m..! E o Henfil, Dostoievsky, meus outros amores, todos mofando nas prateleiras. Teia de aranha mesmo! Que desgosto!), onde que eu tava? Ah, então, este livro para mim era como se fossem as cartas datilografadas por ele, sacaram?
Pois é. Levei-o para casa, tratei com carinho... Já li e reli diversas vezes, e sempre dou gostosas risadas, sempre tem emoção! Cara, quando vc lê um livro mil e duzentas vezes e ainda dá gargalhadas, ainda se emociona, é porque o cara tem que ser muito foda mesmo! Juro que eu tinha vontade de ter nascido na mesma época, procurar o Henfil, e perguntar: "casa comigo? Não? Então deixa eu dar pra vc???"
Henfil, eu te amo!!!!
Gente, outro dia eu volto aqui e ponho um trecho do diário, acho que vão gostar. Por hoje é só, pessoal!

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