Desde seu nascimento havia algo diferente nela, seu nome era Cora, de coração, coragem, foi o pai, Seu João, que deu sua graça, ninguém sabia direito como tinha vingado, tão pequena e indefesa, os médicos disseram:
- Não se anime muito, é um passarinho, pode ser que dessa noite não passe.
A mãe, Dona Divina, nem quis ver, não podia aleitar, nem pegar no colo, ver pra que? Se apegar?
Isso não, já era a segunda, até hoje não conseguira esquecer o primeiro anjinho.
Foi pra casa, aquele chorinho contido dentro da alma, só, a bolsa vazia, deixou lá os cueiros e roupinhas pagão, melhor assim, serviria pra outra menina mais afortunada.
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário